“Há um desejo de náutica no Brasil”, Davide Breviglieri, Azimut Yachts

O mercado náutico brasileiro mostra fôlego incomum mesmo em um ano de economia em desaceleração, como agora em 2015. Como se viu na última edição da São Paulo Boat Show (leia a cobertura completa aqui), no início de outubro, as vendas de embarcações apenas durante o evento cresceram 35% – um volume superior a 300 barcos comercializados.
Mas nem tudo é um mar de rosas no setor. O consumidor do segmento está sensível às ondas negativas da economia nacional e tem pensado mais antes de decidir pela compra. É como avalia Davide Breviglieri, CEO da Azimut Yachts. Em entrevista concedida ao Business Luxo, o executivo vê uma certa incoerência no mercado. “De um lado temos um desejo grande pela náutica no Brasil. De outro, uma infraestrutura carente e indefinições da economia que deixam o cliente muito fechado e muito travado”, analisa o executivo.

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A Azimut Yachts está no Brasil desde 2010, em uma planta de 16 mil m2 em Itajaí, no litoral catarinense. No ano náutico de 2015, terminado em setembro passado, a empresa produziu 35 novos barcos e faturou cerca de 15% a mais do que no período anterior. Dentre as novidades para 2016 está a apresentação do modelo 42 pés no mercado americano, um desenvolvimento maior dos negócios com países da América do Sul – caso do Uruguai e da Colômbia –, a parceria inédita com a Missoni Home para a customização do interior de cabine e o lançamento de um yacht de 56 pés ja para o verão do próximo ano. Confira a análise de Davide Breviglieri sobre este mercado no País e sobre sua empresa no último ano náutico 2014/15.

(Da Redação|SP)