Um certo café da manhã em NY

“Breakfast at Tiffany’s” (1961) é considerado o primeiro – e talvez o mais emblemático – case de merchandising de uma marca de luxo no cinema. A história da acompanhante vip Holly Golightly (a atriz Audrey Hepburn) que sonha em se tornar rica enquanto toma café da manhã, de pé, em frente à vitrine da loja da Tiffany&Co., na Quinta Avenida, em Nova York, tornou a marca fundada em 1837 conhecida mundialmente.

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Cartaz original do filme

Cartaz original do filme

Para tanto não foi necessário qualquer interação da personagem para além da vitrine. Holly não entra na loja, não toca nas pulseiras tampouco prova um solitário. Sua relação com a marca é puramente aspiracional. O que se revela nas cenas é apenas o desejo incondicional da jovem pelo acesso ao mundo dos milionários novaiorquinos – e isso passaria, necessariamente, em se ter uma joia da Tiffany.

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Estima-se que os produtores e patrocinadores investiram US$ 2,5 milhões no longa – US$ 750 mil apenas no cachê para Hepburn. Era uma fábula para a época, muito embora o filme tenha arrecadado quase seis vezes mais: US$ 14 milhões.

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Quanto desde dinheiro veio dos cofres da joalheria? Ninguém sabe. O fato é que, independente de quanto foi gasto, a marca Tiffany&Co. passou a se posicionar de forma ainda mais exclusiva e sofisticada no imaginário dos consumidores de então.

@luxocomunica