Martin, Aston Martin…

Esportivo inglês ganhou fama e reconhecimento internacionais depois de iniciar sua parceria com a franquia de filmes 007, em 1964. Cinquenta e dois anos depois, tudo indica que este ‘love affair’ deverá durar ainda por um bom tempo.

Chamou a atenção semanas atrás nas redes sociais, a foto da atriz Gillian Anderson, da série Arquivo-X, candidatando-se à suposta vaga de 007 em um próximo filme da série. Isso porque, ao final de Spectre (2015), o atual James Bond – o ator Daniel Craig – chegou a anunciar sua aposentadoria do personagem. A coisa parece que é séria: Craig teria recusado um cachê na casa dos R$ 350 milhões para viver, pela última vez, o papel do espião britânico naquele que será o 25o. filme da franquia.
Especulações à parte, o que se pode esperar da próxima aventura de Bond são sequências de ação de arrepiar, vilões cada vez mais significativos, ‘bond girls‘ sempre deslumbrantes e… um reluzente Aston Martin, pronto para ser pilotado (e destruído!) pelo agente.
A parceria da montadora inglesa com a franquia começou em 1964, no terceiro filme: 007 Contra Goldfinger. Isso porque Ian Flemming, criador do personagem, escrevera no romance original de 1955 que Bond perseguiria o tal vilão Auric Goldfinger por toda a Europa à bordo de um Aston Martin DB3. Para o filme, no entanto, a fabricante desenvolvera um modelo novo, o DB5, que, nas mãos de ninguém menos do que Sir Sean Connery, foi transformado em ícone do automobilismo mundial.
De lá para cá, foram 24 aparições do carro em diversas versões. O DB5, aliás, é figura recorrente desde a estreia, em 1964, com outras seis participações: Thunderball (1965), On Her Majesty’s Secret Service (1969), GoldenEye (1995), Tomorrow Never Dies (1997), Casino Royale (2006) e Skyfall (2012).
No mais recente filme do personagem, Spectre (2015), a montadora inglesa desenvolveu o modelo DB10 exclusivamente para a produção. No total, foram fabricados dez carros idênticos para serem usados no set. E apenas quatro continuaram inteiros… Mas, independente do quanto a montadora inglesa investiu até hoje nesta estratégia de product placement com mais de meio século de vida, o que importa é a dimensão que a marca Aston Martin ganhou no mundo graças a este fantástico garoto-propaganda chamado James Bond. Se não venderam mais carros por conta dos filmes – a média anual recente fica na casa das 4 mil unidades -, o posicionamento da marca junto a uma aura de exclusividade, mistério, poder e excitação é algo raro e que não tem preço.
Não fosse 007, seria muito provável que você ninguém conhecesse a logomarca alada da Aston Martin se não fosse britânico ou muito apaixonado por carros esportivos. Um reconhecimento mundial sobretudo em países onde a marca não tem presença com lojas próprias ou importadores.
Outro fator vantajoso para a Aston Martin nesta relação é a valorização extrema dos carros pós-venda mesmo após anos de fabricação. Tudo por conta da associação da marca com o cinema. Um dos DB5 usados em Goldgfinger, por exemplo, foi leiloado em 2013 por US$ 4,6 milhões. Já este último DB10, um carro que não foi feito para ser vendido ao público, foi arrematado na casa de leilões Christie’s, em Londres, no começo deste ano por US$ 3,5 milhões.
Acompanhe abaixo uma galeria especial com nove edições especiais da Aston Martin usadas pelo agente mais charmoso do cinema.
@luxocomunica