McKinsey: China mais forte e sofisticada

Consultoria faz a análise mais recente do mercado de luxo na China e confirma o peso do consumidor chinês na indústria de luxo global para os próximos anos.

Mais globalizados, sofisticados e ainda comprando muito. É assim que a consultoria de gestão McKinsey&Company definiu o comportamento do consumidor de luxo chinês para os próximos anos. Em seu mais recente estudo sobre o segmento, a empresa produz uma visão mais ampla da China, que permanecerá como sendo a ‘terra prometida’ da indústria do luxo. Seja internamente – com o crescimento no número de famílias com alta renda –, seja no Exterior, com o apetite de compra do turista chinês cada vez mais aguçado. Business Luxo teve acesso ao relatório e destaca, à seguir, os principais tópicos do documento. Acompanhe:

Somos muitos – e muito ricos!
O número de chineses milionários será o maior do mundo dentre todas as nacionalidades até 2018. E até 2021, a China será o país com a maior número de famílias milionárias. Em 2016, cerca de 7,6 milhões de famílias chinesas consumiram produtos ou serviços de luxo. Um volume maior do que em países como a Holanda, por exemplo.

Ticket médio
Cada família gastou no segmento cerca de US$ 10,5 mil no ano passado, duas vezes mais do que a média na Itália e na França. Juntas, essas famílias desembolsaram US$ 75,5 bilhões nos cofres das marcas de luxo, dentro e fora da China.

Família compra tudo
Entre 2008 e 2014, o número de famílias chinesas que consumiram produtos do segmento dobrou. Há nove anos, os chineses representavam 12% do consumo de itens de luxo de uso pessoal no mundo. E 2016, eles já representavam 75%.

Bolso cheio
Em 2008, o consumidor local tinha renda de até US$ 45 mil/ano e, juntos, somavam 1/3 dos compradores oriundos do país. Atualmente, a renda do cliente chinês começa em US$ 45 mil e, somados, eles representam metade de todo o consumo de luxo do país.

Por impulso
Cerca de 50% das compras do cliente chinês são decididas em apenas um dia. Há sete anos, apenas 25% das decisões de compra tinham este prazo. Veja o gráfico sobre 2016:

(Reprodução: McKinsey & Company)

Amadurecimento
Os chineses passaram a consumir de forma mais madura. Marcas top of mind e produtos de estilo mais atemporal estão entre os fatores que decidem na hora da compra. No início da década, o caráter inovador e a relação da marca com o status social eram os argumentos mais importantes.

Mais atentos
No topo desta cadeia de consumo, eles estão mais atentos à questão do preço global dos produtos. Isso tem obrigado as marcas a reajustarem suas estratégias de pricing para o país, afim de garantir melhores performances no mercado doméstico. Garantir preços competitivos e a autenticidade dos produtos são as ordens do dia para reter o comprador de luxo chinês.

Turistas chineses na porta da loja da Hermès em Hong Kong: cobiçados!

De malas prontas
A pesquisa afirma que os chineses mais ricos fazem, em média, seis viagens internacionais por ano. E que o principal motivo para estar sempre de malas prontas é o desejo de fazer compras no Exterior. Cerca de 70% dos entrevistas disseram que preferem gastar seu dinheiro em países como Hong Kong, Coréia do Sul e Japão, mesmo quando os preços dos produtos são equivalentes. Na média, os artigos de luxo vendidos na China têm 20% de sobrepreço.

O tamanho do gigante
Até 2025, segundo o estudo, o mercado de luxury goods global atingirá um total de US$ 402 bilhões. Os chineses serão responsáveis por mais de 40% desse montante – cerca de US$ 150 bilhões. Algo equivalente ao que movimentaram em 2016 os mercados dos EUA, UK, Japão, França e Itália movimentaram – juntos

(Da Redação|SP)