Maiores conglomerados do luxo tem primeiro semestre dos sonhos

LVMH e Kering apresentam relatórios dos seis primeiros meses do ano com resultados de vendas surpreendentes.

Em um cenário de instabilidade econômica e política em mercados-chave do luxo global, poucos estrategistas poderiam imaginar que as vendas no segmento seriam positivas neste ano. Mas, a julgar pelos balanços financeiros das duas gigantes do setor – a LVMH e a Kering – dos primeiros seis meses do ano, boas surpresas acontecem.
No maior grupo de luxo do mundo, a LVMH, o resultado foi um crescimento de 15% nas vendas, com operações no azul aferidas em todas as suas 70 marcas. O total obtido foi de US$ 23,2 bilhões, com lucro de US$ 4,3 milhões – alta de 23%.

O e-commerce 24 Sevres: aposta da LVMH lançado no primeiro semestre

Segundo o chairman da LVMH, Bernard Arnault, os destaques do semestre foram a Louis Vuitton, com colaborações especiais de designers e artistas, e o aumento da digitalização da marca, reforçando o seu conteúdo e o e-commerce. Foi no período também que o grupo lançou o 24 Sèvres, o portal de compras da tradicional loja de departamentos parisiense Le Bon Marché.

Kering
No outro gigante francês, o Kering, o aumento registrado nas vendas no semestre foi de 28%, com um total arrecadado de US$ 8,6 bilhões. O lucro, recorde também, ficou em US$ 1,47 milhão – alta de 49%.

Rihanna, para Gucci: renascimento pop

As marcas que se destacaram foram maison Saint Laurent (+28%) e a Gucci (43%). A fashion house italiana, aliás, vive o seu renascimento mais esplendoroso dos últimos anos. Graças a uma associação da marca com celebridades como a cantora Rihanna, as vendas dispararam 39% apenas no segundo trimestre. Nos primeiros três meses, o resultado também havia sido de alta de 48% nas vendas. Tamanha performance foi responsável por 60% do resultado financeiro de todo o grupo Kering no semestre.

(Da Redação|SP)