Novos rumos para Jimmy Choo

Marca inglesa de sapatos anuncia acordo de venda à americana Michael Kors por US$ 1,2 bilhão. O negócio, contudo, pode gerar um atrito de posicionamento para ambas as marcas.

Na maior aquisição do ano no mercado de luxo global, a marca fashion americana Michael Kors anunciou no fim de julho a compra da label inglesa de sapatos e bolsas Jimmy Choo. O negócio chegou a US$ 1,2 bilhão e tem como principal meta o aumento da rede de lojas da marca adquirida no continente asiático.
A Michael Kors vive um período de reestruturação, com um plano de fechamento de mais de 100 lojas previsto para os próximos dois anos. No entanto, permanece faturando alto, na casa dos US$ 4 bilhões por ano. Com uma proposta de luxo acessível, ela oferece de relógios e acessórios fashion a sapatos e bolsas em mais de 400 lojas em todo o mundo.

Michelle Obama, ex primeira dama dos EUA, é cliente da Jimmy Choo

Já a Jimmy Choo passou, nos últimos anos, por uma oscilação negativa. A marca – que ganhou fama no seriado “Sex in the City”, onde a protagonista adorava usar os sapatos da brand inglesa – faturou US$ 482,5 milhões em suas 150 lojas espalhadas pelo mundo. Dentre as clientes da marca estão atrizes de Hollywood, a princesa britânica Kate Middleton e até a ex primeira dama dos EUA, Michelle Obama.
Para analistas e estrategistas do setor de luxo, o anúncio da aquisição gerou um certo receio sobre como será a condução da Jimmy Choo a partir de agora. Isso porque ambas as marcas têm em seus DNAs abordagens distintas sobre a democratização do consumo de luxo. Em nota, o presidente da Michael Kors, John Idol, garantiu a permanência do CEO da Jimmy Choo, Pierre Denis, no cargo.

(Da Redação|SP)