“Os impostos altos tiram do brasileiro a oportunidade de consumir no próprio País”, diz Freddy Rabbat.

Crítico determinado da carga tributária sobre os produtos importados, o presidente da ABRAEL (Associação Brasileira das Empresas de Luxo) pretende sensibilizar o futuro governo para acelerar a recuperação do segmento no Brasil e acertar os ponteiros do setor com o resto do mundo.

O problema é um velho conhecido do Brasil: a carga tributária complexa e excessiva, que inibe novos investimentos e exporta consumidores para outros países. A questão atinge a todos os setores da economia nacional, mas é no luxo que ela se torna ainda mais evidente. Debater saídas para o segmento no País foi o tema da entrevista concedida por Freddy Rabbat, presidente da ABRAEL (Associação Brasileira das Empresas de Luxo) – e brand manager de marcas de alta relojoaria – ao site Business Luxo, publicada no Canal Players.

Freddy Rabbat, da ABRAEL: luxo brasileiro sob risco

Freddy Rabbat é um dos executivos mais experientes do mercado de luxo no Brasil. Iniciou no setor ainda nos anos 1980, como importador dos isqueiros DuPont e Downhill. Em seguida, passou a representar com exclusividade em território nacional a marca Montblanc, da qual se desligou em 2012, após 21 anos. Atualmente, Rabbat é a voz das brands Tag Heuer, Frederique Constant e Bomberg no Brasil.
À frente da ABRAEL, o executivo da alta relojoaria tem a irônica missão de correr contra o tempo e tentar reinserir o mercado de luxo brasileiro no compasso mundial. Para isso, ele buscará melhorar o diálogo do setor com o futuro governo afim de chamar a atenção das autoridades para a enorme perda de oportunidade que vivemos – e, com isso, estancar a debandada de marcas do segmento do País. “Tem muitas que já foram e tem muitas que estão com as malas prontas para partir”, afirma ele.
A política tributária é, segundo Freddy Rabbat, o que faz do Brasil um exportador de consumidores. Não bastasse, este peso dos impostos diminui sensivelmente nossa competitividade ante a outros países emergentes, tornando o Brasil “o pior lugar do mundo para se trabalhar com o luxo”, em comparação com os mercados mais representativos.
Confira a íntegra da entrevista de Freddy Rabbat, da ABRAEL, clicando aqui.

(Da Redação|SP)