Consumo de diamantes perde força nos EUA

Maior mercado do mundo, americanos compram quase a metade da produção desta pedra preciosa. A eleição de Donald Trump, contudo, fez este segmento começar a perder o brilho no país.

A queda de 4% no faturamento da Tiffany&Co. nos primeiros quatro meses de 2017, revelado em recente relatório da joalheria, trouxe à tona a crise pela qual passa a indústria de diamantes nos Estados Unidos. O maior mercado do mundo, que consome cerca de metade das pedras extraídas no planeta – e movimenta anualmente US$ 39 bilhões – parece estar perdendo o brilho de outros tempos. E o motivo, apontam especialista, seria o novo presidente eleito do país, Donald Trump.

Loja da Tiffany&Co. no Soho, em Nova York: vendas em queda

Levado à Casa Branca com a expectativa de fomentar a economia americana no curto prazo, Trump completou 100 dias de governo sem confirmar esta esperança. Este desapontamento, segundo especialistas do segmento joalheiro, refletiu diretamente na queda das vendas neste ano.
A Tiifany&Co. perdera cerca de US$ 900 milhões no faturamento em comparação ao mesmo período de vendas em 2016. Outra importante joalheria americana, a Signet Jewelers Ltd. divulgou perdas no quadrimestre de 12% em relação ao ano anterior.
A queda no consumo americano vem em um momento de crescimento na oferta de pedras brutas no mercado. As duas maiores mineradoras de diamantes do mundo, a De Beers e a Alrosa PJSC. fizeram grandes vendas no começo do ano. Com isso, espera-se um excesso de oferta de diamantes já lapidados, o que pode pressionar os preços para baixo.

(Da Redação|SP)