Turista chinês foi o que mais gastou no mundo em 2016

Relatório da Organização Mundial do Turismo, da ONU, aponta que os chineses gastaram US$ 261 bilhões em viagens internacionais no ano passado.

Pelo quinto ano consecutivo, o turista chinês foi o que mais gastou em viagens internacionais durante o ano de 2016. Segundo relatório da Organização Mundial de Turismo, associada a ONU, entre janeiro e dezembro do ano passado, os viajantes chineses despejaram US$ 261 bilhões no caixa de economias nos cinco continentes – um aumento de 12% em relação ao ano anterior.
No total, foram 135 milhões de cidadãos que partiram da China em direção a países como os Estados Unidos, o Japão, a Austrália e para a Europa – um aumento de 6% em relação a 2015. Chama a atenção também o crescimento significativo nos desembarques feitos no México, o país preferido dos chineses em viagem pela América Latina (leia mais aqui).

Gastos dos turistas chineses em viagens internacionais em 2016

Em comparação com as demais nacionalidades, os turistas chineses gastaram quase o dobro do que os norte-americanos – US$ 122 bilhões – e ficaram à frente de alemães, britânicos e franceses (veja o gráfico).
Se a liderança no ranking permanece inalterada desde 2012, o que parece estar mudando é o perfil do turista chinês. Anteriormente classificado como ‘low cost’ e que só viajava em grupos, o novo viajante tem buscado destinos mais sofisticados, experiências que vão além das compras e que tem preferido viajar sozinho. Em resumo, ele está mais independente e começou a gastar mais em restaurantes melhores e destinos culturais, e não apenas nos outlets.

Turistas chineses são a base do faturamento das marcas de luxo na Europa

No segmento luxo, o turista chinês segue como o mais cobiçado pelas marcas. Responsável por cerca de 30% de todas as vendas de itens de uso pessoal do segmento, o chinês mais endinheirado segue consumindo mais fora do que dentro de casa. Isso graças à diferença de preços entre o mercado interno e externo. Relatório recente do Exane BNP Paribas apontou que a China é o lugar mais caro do mundo para se comprar ‘luxury goods’. Os preços no país comunista são, em média, 21% maiores dentre os 50 países pesquisados. Dentre as marcas, a Balenciaga (+25%), D&G (+50%) e Armani (+70%) são as que apresentam maior sobrepreço na Chna. Na Itália e França, por exemplo, os mesmos produtos desta mesma linha são encontrados 22% mais baratos. Com tamanho apelo, nestes dois mercados – o italiano e o francês – a dependência do dinheiro chinês chega a 70% do faturamento.

(Da Redação|SP)