Hotel artsy na praia

Com quartos assinados por artistas locais, villas pé na areia e um restaurante surpreendente, o Bahia Vik, em José Ignácio, sofistica ainda mais o balneário uruguaio.

A primeira impressão é das melhores logo que se adentra na recepção do novo hotel do grupo Vik Retreats, do empreendedor norueguês Alex Vik (leia a entrevista dele no canal Players clicando aqui), em José Ignácio, a 30 km de Punta del Este, no Uruguai. No teto, um afresco remete o observador ao traço e às cores do pintor austríaco Gustav Klimt. Um sinal do que estaria porvir no interior das suítes, nos banheiros, no restaurante. A arte se expressa por todos os ambientes do Bahia Vik, cujo projeto arquitetônico é assinado pelo também uruguaio Marcelo Daglio.
Da impressão a constatação. Cada uma das 10 suítes do main building passou por intervenção artística única: não há quartos iguais aqui. Das pinturas pelo teto a painéis nas paredes, passando pelo mobiliário, a atmosfera transpira arte. No lounge anexo ao pequeno restaurante, outro bom exemplo: afrescos enormes por todo o teto e uma instalação de José Pelayo na parede, feita com restos de material de construção do próprio hotel.
Além destes 10 quartos, há outros 27 distribuídos nos 11 bangalôs – aqui chamado de villas – pé na areia, a poucos passos do mar da Playa Mansa. Estas habitações primam pela exclusividade e sobram no design. Apesar da mesma forma de “caixote”, todas são únicas em seu conceito e nos materiais empregados: uma é toda feita de pedras. Outra, tem chapas de zinco nas paredes. Em comum, a inspiração nas casas populares locais.

Uma das onze villas pé na areia do Bahia Vik

Uma das onze villas pé na areia do Bahia Vik, na Playa Mansa, em José Ignácio (URU)

Os banheiros são um capítulo à parte. Os materiais são sempre surpreendentes e aqueles feitos em madeira ou todo de pedra – incluindo as banheiras – são quase cenográficos.
Diferente dos seus irmãos mais velhos, o Estância Vik e o Playa Vik, que sugerem uma dinâmica de hospedagem mais ativa, o Bahia Vik faz uma ode ao relax. Caminhadas na areia e mergulhos nas águas calmas ao sul do Atlântico são boas pedidas, mas a ideia de se esparramar em uma das quatro piscinas de borda infinita e ali degustar uma taça de champagne ou vinho branco, parece mais sedutora.

Banheiro de pedra de uma das suítes

Banheira de pedra em uma das suítes do hotel: estilo sóbrio e elegante

Experiência à mesa – Além deste astral artsy, o Bahia Vik se notabiliza também pela cozinha. O restaurante interno é pequeno, mas valente, com boas pedidas no menu e staff internacional – jovens franceses são a maioria. E não perca, pela manhã, o iogurte feito na cozinha do hotel. É fresco e combina imensamente com as frutas vermelhas servidas no buffet.

A dupla dinâmica ceviche+clericó do restaurante La Susana

A dupla dinâmica ceviche+clericó do La Susana

Mas a grande estrela gastronômica do hotel fica em um anexo alguns metros ao lado. O La Susana é um restaurante tipo parador, descontraído e na areia da praia mesmo, que esbanja sabor em seu menu. O ceviche da casa foi eleito, já neste verão que passou, o melhor de José Ignácio. Para acompanhar, o clericó, clássico da coquetelaria uruguaia, uma versão mais intensa da tradicional sangria. Há ainda os pescados na brasa com legumes, o hambúrguer caseiro e as parrillas famosas: de bife de ancho e a picanha de cordeiro, estas harmonizadas com o vinho Vik, um Bordeaux-style produzido em outro hotel do grupo, o Viña Vik, no Chile. De volta ao La Susana, este é programa para se começar na hora do almoço e terminar quando a noite chegar.
Não bastasse, o hóspede que escolhe o Bahia Vik, pode desfrutar da estrutura e do lazer dos demais hoteis do grupo na cidade. E não é porque o verão terminou que conhecê-lo deva ficar para o ano que vem. As ‘casas’ Vik só entram no recesso de inverno ao final de maio, então, há tempo de sobra para se conhecer – e se encantar.

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www.bahiavik.com

(Fabiano Mazzei, de José Ignácio/URU*)
(*) O jornalista viajou a convite do grupo Vik Retreats.