“50% dos preços são impostos”, diz Michael Burke (LV)

A edição nº 71 da revista WISH Report, de agosto, traz entrevista com Michael Burke, CEO da Louis Vuitton. Ele esteve no Brasil por conta de compromissos da marca durante a Copa do Mundo e reafimou seu interesse no mercado brasileiro. Em 2015, a loja da marca no Shopping Iguatemi, em São Paulo, será reaberta toda repaginada. Ele fez ressalvas, porém, quanto a tributação de produtos do setor e seu correspondente impacto negativo nas vendas. Confira os melhores momentos da entrevista, assinada pelo jornalista Gilberto Scofield.

(Sobre perfil do consumidor brasileiro)

“O grosso do consumo ainda é feminino. As brasileiras têm vida social ativa, gostam de viver, viajam, são bem educafas e conhecedoras do negócio de moda.”

(Sobre o custo Brasil)

“É claro que as altas taxas de importação e os outros ikporstos pratisdfos no Btrasil tornam a nossa operação mais dificil aqui. Com o tempo, o País perceberá que tem de se abrir mais, mas a velocidade e o formato dessa abertura, com a redução de impostos sobre importação, irão variar de acordo com as condições econômicas.

“É tolice se abrir muito rápido. (Países que fizeram isso…) Acabaram desmantelando suas economias.”

Michael Burke, CEO Louis Vuitton: Brasil precisa se abrir com maior velocidade

Michael Burke, CEO Louis Vuitton: Brasil precisa se abrir com maior velocidade

(Sobre a competitividade do mercado interno e preços)

“Mais de 50% dos preços dos nossos produtos aqui são de impostos. Entendo uma política econômica que taxe a importação de carros, por exemplo, para atrair a produção de carros para cá. Mas os artigos de luxo não são fabricados ao redor do planeta. (…) Nós não teremos fábrica na China ou na Coréia, e não abriremos no Brasil. Então, a taxação elevada não vai criar empregos aqui. Pelo contrário. Estimula a compra no Exterior. E os empregos estão no varejo, nos serviços. Quanto mais liberado e menos taxado o setor, mais empregos o comércio vai gerar.”

(Sobre os índices econômicos brasileiros)

“O Brasil é uma economia enorme. (…) A força demográfica brasileira é muito maior do que as previsões sobre os problemas de sua economia.”